sexta-feira, 10 de junho de 2011

Body Modification

Modificação Corporal (ou alteração corporal ) é a alteração deliberada do corpo humano ou de não-médicos finalidade estética, tais como o realce sexual, um rito de passagem, o que denota, a confiança ea fidelidade de filiação, por motivos religiosos, o valor de choque, e auto-expressão . [ 1 ] Pode ir desde a decoração socialmente aceitáveis ​​( por exemplo , as orelhas furadas , em muitas sociedades) do mandato religiosamente (por exemplo, a circuncisão em um número de culturas), e todo o resto. Arte no corpo é a modificação de qualquer parte do o corpo humano para, religiosa, artística ou estética razões espirituais.





Alguns Exemplos


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cultura Punk

Na Inglaterra o princípio de que "qualquer um pode montar uma banda" e o espírito renovador do punk rock se mesclaram a uma situação de tédio cultural e decadência social, desencadeando o punk propriamente dito. Extremamente empolgado pela apresentação dos Ramones, Mark Perry abandona seu emprego e produz o primeiro fanzine punk, o Sniffin' Glue ("cheirando cola"), com a intenção de promover esta nova agitação cultural. O fanzine foi o símbolo marco para o faça-você-mesmo punk, não tinha quase nenhum recurso financeiro e era marcado pelo estilo visual deliberadamente grosseiro e com senso de humor ácido. Os Sex Pistols, antes uma banda de punk-rock comum, se torna um projeto mais ambicioso com a tutela de Malcom McLaren e a inclusão de um vocalista inventivo e provocador, Johnny Rotten. A banda passa a usar suásticas e outros símbolos nazi-fascistas, além de símbolos comunistas e indumentária sadomasoquista num agressivo deboche dos valores políticos, morais e culturais (influenciados e patrocinados por Malcolm McLaren e Vivienne Westwood, amigos aficcionados pelas idéias Dadaístas e Situacionistas). Além de ridicularizar clássicos do rock and roll, as músicas da banda costumavam demonstrar um profundo pessimismo e niilismo, agredindo diretamente diversos elementos da cultura vigente, sempre em tom sarcástico e agressivo. Logo chamam a atenção de entusiastas que começam a acompanhar os shows produzindo eles próprios de forma caseira estilos de roupas e acessórios, em geral rearranjos de roupas tradicionais como ternos, camisas e vestidos, com itens sadomasoquistas, pregos, pinos, rasgos e retalhos. Essas características —sarcasmo, interesse pelo grosseiro e o ofensivo, valorização do faça-você-mesmo, reutilização de roupas e símbolos de conhecimento geral em um novo contexto bizarro, crítica social, desprezo pelas ideologias, sejam políticas ou morais, e pessimismo— somado ao estilo empolgante e direto do punk-rock definiram a primeira encarnação do que hoje entendemos como cultura punk. A partir de 1977 esta postura punk se tornou um fenômeno impactante na maior parte do mundo e pouco a pouco foi se transformando e ramificando em sub-gêneros.A cultura punk é formada por todos os estilos dentro da produção cultural que possuem certas características comuns àquelas ditas punk, como por exemplo o princípio de autonomia do faça-você-mesmo, o interesse pela aparência tosca e agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os principais elementos culturais punk estão: o estilo musical, a moda, o design, as artes plásticas, o cinema, a poesia, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios éticos e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação.

A partir do início da década de 1970 o conceito de cultura punk adquiriu novo sentido com a expressão movimento punk, que passou a ser usada para definir sua transformação em tribo urbana, substituindo uma concepção abrangente e pouco definida da atitude individual e fundamentalmente cultural pelo conceito de movimento social propriamente dito: a aceitação pelo indivíduo de uma ideologia, comportamento e postura supostos comum a todos membros do movimento punk ou da gangue ou ramificação/submovimento que ele pertence. O movimento punk é uma forma mais ou menos organizada e unificada, com o intuito de alcançar objetivos —seja a revolução política, almejada de forma diferente pelos vários subgrupos do movimento, seja a preservação e resistência da tradição punk, como forma cultural deliberadamente marginal e alternativa à cultura tradicional vigente na sociedade ou como manifestação de segregação e auto-afirmação por gangues de rua. A cultura punk, segundo esta definição, pode então ser entendida como costumes, tradições e ideologias de uma organização ou grupo social. 

Apesar de atualmente o conceito movimento punk ser a interpretação mais popular de cultura punk, nem todos indivíduos ligados a esta cultura são membros de um grupo ou movimento. Um grande número de punks definem o termo punk como uma manifestação fundamentalmente cultural e ideologicamente independente, cujo o aspecto revolucionário se baseia na subversão não-coerciva dos costumes do dia-a-dia sem no entanto se apegar à um objetivo preciso ou a um desejo de aceitação por um grupo de pessoas, representando uma postura distinta do caráter politicamente organizado e definido do movimento punk e de seu respectivo interesse na preservação da tradição punk em sua forma original ou considerada adequada. 

Esta diferença de postura entre o movimento punk e outros adeptos da cultura é responsável por constantes conflitos e discussões, às vezes violentos, que ocorrem no encontro destes indivíduos em ruas e festivais, ou através de meios de comunicação alternativos como revistas, fanzines e fóruns. 

Originalmente o punk surge por volta de 1975 como uma manifestação cultural juvenil semelhante aos da década de 1950 e 1960: um modismo cujo interesse era a afirmação de uma personalidade ou estilo, não envolvendo intencionalmente questões éticas, políticas ou sociais. Era caracterizado quase que totalmente por um estilo baseado em música, moda e comportamento. Esta primeira manifestação punk, o estilo punk rock, surge primeiro nos Estados Unidos com a banda The Ramones por volta de 1975 e é caracterizada por um revivalismo da cultura rock and roll (músicas curtas, simples e dançantes) e do estilo rocker/greaser (jaquetas de couro estilo motoqueiro, camiseta branca, calça jeans, tênis e o culto a juventude, diversão e rebeldia). Enquanto o rock and roll tradicional ainda criava estrelas do rock, que distanciavam o público do músico, o punk rock rompeu este distanciamento trazendo o princípio da música super-simplificada (pouco mais que três acordes, facilmente tocados por qualquer pessoa sem formação mínima musical) e instigando naturalmente outros adolescentes a criarem suas próprias bandas. O punk rock chega à Inglaterra e influencia uma série de jovens pouco menos de um ano depois. 

 

O primeiro aspecto cultural punk desenvolvido foi o estilo musical. A música punk desde suas origem até os dias de hoje passou por diversas mudanças e sub-divisões, englobando características que vão do pop-rock irônico e politicamente indiferente ao ruidoso discurso político panfletário. Apesar disso, nos diversos estilos de música punk o caráter anti-social e/ou socialmente crítico é bastante recorrente e a ausência destas características é vista por alguns como justificativa para o não-reconhecimento de uma banda como sendo do estilo punk. Estilos muito distintos do punk-rock também são desconsiderados com freqüência. 

O estilo punk-rock tradicional caracteriza-se pelo uso de poucos acordes, em geral power chords, solos breves e simples (ou ausência de solos), música de curta duração e letras sarcásticas que podem ser politizadas ou não, em muitos casos uma manifestação de antipatia à cultura vigente. Estas características não devem ser tomadas como uma definição geral de punk-rock pois bandas e variações bem difundidas do gênero apresentam características muitas vezes antagônicas a estas, como por exemplo as músicas longas e complexas do Television, o experimentalismo cacofônico do Crass, a tendência de sociabilização das bandas de hardcore moderno e o discurso sério de algumas bandas politizadas, 

As mais difundidas correntes musicais punks são as descendentes do estilo punk rock original, que mantém certas características sonoras em comum com sua origem e que podem ser classificadas como Rock. Destacam-se o hardcore, oi!, grindcore, crustcore e ska-punk. Existem também estilos que não têm como origem direta o punk-rock ou que se transformaram de tal forma que se tornaram notavelmente distintas. Entre eles estão o funk punk, reggae punk, pós-punk, synth-punk e outros. Há ainda outras correntes nitidamente semelhantes ao punk cujo o reconhecimento como parte do estilo não é unânime entre punks, em geral por demonstrarem uma atitude controversa ou não relacionada com o esteriótipo, como o caso da new wave. 

O gosto por certas bandas é algumas vezes interpretado como identificação de um indivíduo à um certo grupo, especialmente entre aqueles que defendem o caráter ideológico da cultura punk. Por exemplo, bandas como Histeria , Vírus 27 e Garotos Podres podem ser repudiado por grupos anarquistas pelas relações desses artistas com a cultura skinhead e careca, enquanto estas mesmas bandas podem ser bem aceitas e favoritas entre punks que não sejam anarcopunks. Da mesma forma que os outros elementos culturais, o porte de símbolos de certas bandas comumente associadas a determinados grupos ideológicos muitas vezes desencadeiam a hostilidade e a violência de adeptos de gangues e grupos do movimento punk com ideologia contrária... 

A moda é, junto à música, o aspecto cultural mais característico e evidente do punk. O termo moda, no entanto, não é bem aceito pela maioria dos punks e influenciados pela cultura punk pois é entendido estritamente como modismo, aceitação social, comércio e/ou mera aparência. Costuma-se empregar o termo estilo, com o significado de "roupa como afirmação pessoal" (apesar deste também ser um dos significados da palavra moda), ou mais comumente ainda o termo visual, utilizado em quase toda a cultura alternativa brasileira, não somente no meio punk. 

O estilo punk pode ser reconhecido pela combinação de alguns elementos considerados típicos (alfinetes, patches, lenços no pescoço ou à mostra no bolso traseiro da calça, calças jeans rasgadas, calças pretas justas, jaquetas de couro com rebites e mensagens inscritas nas costas, coturnos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano,(colorido ou espetado, etc) ou espetado por inteiro (dos lados, atrás e em cima) e em alguns casos lapis ou sombra no olho, sendo esta combinação aleatória ou de acordo com combinações comuns à certos sub-gêneros punk, ou ainda o reconhecimento pode ser pelo uso de uma aparência que seja desleixada, "artesanalmente" adaptada e que carregue alguma sugestão ou similaridade com o punk sem necessariamente utilizar os itens tradicionais do estilo. 

A moda punk, em sua maioria, é deliberadamente contrastante com a moda vigente e por vezes apresenta elementos contestadores ou ofensivos aos valores aceitos socialmente —no entanto um número considerável de punks e alguns sub-gêneros apresentam uma aparência menos chamativa (por exemplo o estilo tradicional hardcore). Há também indivíduos intimamente ligados a esta cultura que não têm nenhum interesse ou deliberadamente se recusam a desenvolver uma aparência punk, em geral motivados pelas diversas críticas que a moda punk recebeu durante sua história (veja o artigo principal: moda punk). 

As variações dos elementos das roupas punk e o surgimento de ramificações de estilo estão associados, na maioria dos casos, ao surgimento de novos sub-gêneros musicais, influências ideológicas e de elementos de outras culturas que em determinados momentos dividiam mesmo espaço com o punk. A idéia popularmente difundida e equivocada de que todos os elementos do esteriótipo punk foram "planejados" cuidadosamente como simbolismo da ideologia libertária/anarquista —por exemplo o coturno, originalmente trazido a cultura punk por influência da cultura skinhead, que é comumente e erroneamente justificado como símbolo de repúdio ao Exército— é com freqüência aceita entre novos punks que acabam desta forma propagando e conseqüentemente agregando pouco-a-pouco um sentido simbólico que não existia anteriormente à moda punk. 

Enquanto o estilo punk desligado de um movimento costuma utilizar com liberdade os elementos, combinando peças intuitivamente e utilizando outros itens que não fazem parte do estilo clássico, os membros dos diversos grupos do movimento punk consideram fundamental algumas combinações tradicionais de elementos, uma vez que elas identificam o grupo (e conseqüentemente a ideologia) específico que o indivíduo pertence. 

Em diversos países, incluindo o Brasil, a roupa é na maioria das vezes o elemento que desencadeia as brigas de rua entre gangues, membros de grupos divergentes do movimento punk e outros movimentos que repudiam o punk. A combinação arbitrária de elementos costuma não ser bem vista por punks de gangues e sub-grupos do movimento pois é interpretada como uma demonstração de ignorância sobre os costumes, a aparência e as ideologias punk ou fruto de uma tentativa da cultura vigente se apropriar desse estilo. Este desentendimento pode culminar no desprezo, ridicularização ou hostilidade para com o indivíduo ou, nos casos dos grupos violentos, na coerção, furto de peças e agressão. 

Desde o seu início, o Punk teve ideias apartidárias e a liberdade para acreditar ou não em um deus ou religião qualquer. Porém, por causa do tempo de existência, seu caráter cosmopolita e amplo, ocorreram distorções de todas as formas, em diversos países, dando ao movimento Punk uma cara parecida mas totalmente particularizada em cada país. 

Por se assemelhar em diversos aspéctos com o anarquismo (posteriormente, a principio o movimento punk era apolítico), punks e anarquistas passaram a colaborar entre si e muitas vezes participando das ações. 

Passaram então a existir muitos punks que também eram realmente anarquistas, e posteriormente surgiu o anarcopunk, este ganhou um novo rumo com redirecionamento a uma nova militância política, com discursos e ações mais ativas, opondo-se à mídia tradicional, ao Estado, às instituições religiosas e grandes corporações capitalistas. 

Como a maior parte dos movimentos populares, o movimento punk tem quase tantas nuances quanto o número de adeptos, mas em geral sustentam valores como anti-machismo, anti-homofobia, anti-nazismo, amor livre, anti-lideranças, liberdade individual, autodidatismo, iconoclastia, e cosmopolismo. 

Existem outras vertentes do movimento como o oi! caracterizado pelo relacionamento de punks e skinheads, ou o straight edge que se auto-denominam "livres de drogas" não fazendo uso de nenhuma substância que altere o humor, incluindo o álcool e a nicotina.

A outra vertente, talvez a mais tradicional e/ou original do brasil, são as gangs. Que estiveram presentes desde o começo deste movimento, principalmente em São paulo, onde existem até hoje. São famosas pelo uso da violência e união de seus integrantes, geralmente andam em grupos não tão numerosos mas potêncialmente perigosos, subjugam seus inimigos onde quer que estejam por intimidação ou violência, chegam a ser mais de 10 facções em São paulo, sendo as "principais" só 4 delas, que são originais do começo do movimento e talvez as mais respeitadas e violentas. 

Como ja dito em musica do Resto de Nada: "...vivemos na cidade de Saõ paulo, onde a noite é das gangs..." 

Alguns punks evitam relações com a mídia tradicional por filosofia, e é bem comum que não seja de conhecimento público o nome de escritores de zines - publicações alternativas, poetas, artistas plásticos, bandas, já que cada componente do seu grupo faz sua própria mídia, através da propaganda, que consiste na publicação de zines, promoção de eventos como palestras, gigs (expressão idiomática inglesa que significa "show" ou "festival", utilizada na cultura alternativa britânica e que foi adotada por alguns punks brasileiros), passeatas, panfletagens e sistemas de boletins-noticiários. 

Essa característica do movimento punk acarreta problemas para os seus integrantes que por algum motivo adquirem espaço na grande mídia, como foi o caso do cantor e atualmente apresentador de programa de televisão, o brasileiro João Gordo, vocalista da banda Ratos de Porão e considerado por muitos adeptos do movimento punk brasileiro como traidor. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Homens e Mulheres...

São os direitos que devem ser iguais ou as preliminares culturais aos quais ainda estamos acorrentados?
Um tio meu inspirou-me neste segundo texto, quando me desejou de Natal: “minha sobrinha linda, espero que você encontre um namorado lindo, à sua altura, este ano”. Agradeci o pedido como um presente dado, mas, percebi que ele esqueceu de perguntar antes de me fazer qualquer gentileza: “o que você quer para este ano?”. Isso acontece. Aliás, a família é alvo de diversos clichês divertidíssimos, que eu, obviamente observo, analiso e potencializo em texto. Mas, vamos ao assunto que proponho nesta coluna tribal. 

Porque o homem quando deseja ficar sozinho é visto como sinal de amadurecimento pessoal e a mulher quando escolhe estar sozinha é vista como alguém solitária e triste? Será que a mulher não tem real poder de escolha, em definitivo? Volto a usar meu exemplo para um auto-teste convincente aos meus novos leitores. Eu já namorei muito, confesso, mas, de um modo diferente de todas as meninas que conheço, eu nunca gostei de namorar “em casa”, como as pessoas costumam dizer. 

Até hoje, apenas um ex-namorado meu foi apresentado “oficialmente” à minha família. E me arrependi! Como uma grande amiga uma vez me disse: “se eu pudesse, eu só envolveria família nos meus relacionamentos no altar!”... Imagine, caro leitor, a situação: “Fulano, este é meu pai, aquela ali chorando é minha mãe... Ah! Sim, aceito!“ ... Seria engraçada uma cena dessa, mas, brincadeiras à parte, eu volto a minha observação do início do texto. 

Desde o ano passado, eu resolvi não me envolver em romances profundos com ninguém, a fim de fazer uma grande “faxina” na minha vida pessoal e, ao mesmo tempo, dar mais atenção aos meus amigos e, por conseqüência, ter mais tempo para o auto-conhecimento. Profundo isso? Sim, mas não deixa de ser verdadeira a questão de que quando estamos inseridos em um relacionamento mais sério, sem perceber, abdicamos de nós mesmos, a fim de conhecer mais do outro. E, muitas vezes, em vão! 

Ficar solteira por opção, sendo mulher, não é para qualquer uma, definitivamente. É preciso coragem, paciência, alguns calmantes (legais ou ilegais) e muita disciplina. “Disciplina?” – interrogará meu amigo leitor – Sim. Pois, por razões desconhecidas, quando nos propomos a algo que requer sacrifício pessoal, as “tentações” aparecem querendo nos fazer mudar de idéia e, por isso, a disciplina é fundamental. Mas, eis que chega um instante que a família, principalmente os mais próximos e íntimos, começam a cobrar e questionar a filha, sobrinha, prima, neta, o porquê dela(s) não apresentar(em) um “pretendente”. 

Imagine, meu caro leitor, eu sentar com meu tio para explicar a ele que não é falta de homens, mas opção minha estar “solteira”. Ele não entenderá como algo sincero mas, provavelmente, como uma justificativa para minha situação. É estranho, mas ainda temos um “ranço” cultural que não enxerga a mulher como alguém que pode querer, desejar, almejar e deliberadamente, escolher o que realmente quer para a própria vida. 

Algum leitor ainda vai questionar: “Com que análise ela chega a uma conclusão como essa?” – Simples. Sou de uma família onde sou a única mulher, além de minha mãe, cuja geração e educação a fez totalmente passiva a voz masculina. Não a critico. Fases e tempos diferentes. Mas vejo em meu pai e irmãos, a cobrança de uma “menina” mais “lady” e menos “livre”. Independência intelectual perturba os homens de minha família, com toda certeza! 

Não estou fazendo qualquer levante feminista ou sendo radical ao achar que sempre seremos mal compreendidas, mas, utilizo desta vez minha coluna para iniciar uma discussão saudável sobre os lugares comuns de nossa cultura, como a questão de igualar a mulher às condições profissionais masculinas, mas, paralelamente, ainda se mantém um certo inconsciente cultural depreciativo quando a decisão é simplesmente estar “só”, em termos de relacionamento amoroso. 

Curtir os amigos, ter apenas rápidos “affairs” e ganhar dinheiro se faz mais presente em minha atual organização de valores e metas que a idéia de casar e ter filhos, por exemplo. Nada absolutamente contra as que fazem da segunda opção citada seus respectivos objetivos imediatos de vida, mas, devo admitir que quando coloco na balança, compreendo que se tratando de seres humanos, pensantes e capazes de distinguir seus sexos, além de emotivamente ativos, a motivação principal será sempre a tão falada busca da felicidade, do “nirvana”, do ponto “G’! 

De tribo em tribo, eu vou procurando meu alvo central na multidão e, se terei que lutar impulsivamente pelas minhas escolhas, então espero que o desejo de Natal do meu tio se converta a meu favor! A divergência continua até eu terminar este texto. A ambigüidade do assunto especulado permanece e eu ainda nem terminei de escrevê-lo. O tempo passa. E homens e mulheres ainda terão eternas complexidades e, mesmo assim, terão mais homens e mulheres querendo fazer a diferença nesse estado cultural pseudo-livre. Chegamos lá! Ainda sou otimista e solteira por opção, é claro!

quinta-feira, 24 de março de 2011

A TODOS

AJUDE-ME A MANTER ESSE BLOG COM INFORMAÇÕES ATUALIZADAS E OPINIÔES POR MEIUO DO E-MAIL rogeriocarlos2006@hotmail.com.  GRATUH!!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Porque ser de uma tribo?

As tribos urbanas

     

Rodeadas de códigos e normas, estudadas por sociólogos e psicólogos, mal entendidas por muitos, crescendo e se multiplicando, mudando hábitos, costumes e práticas sociais, aí estão as tribos urbanas que podem ser caracterizadas como um fenômeno juvenil dos grandes centros e que, dia após dia, ampliam sua atuação e aumentam seus adeptos. Do que se trata?

     Estamos acostumados a ver jovens “normais” em nossas comunidades e/ou cidades. O máximo do diferente é alguém com um corte de cabelo não comum, ou com uma calça jeans toda rasgada, ou ainda, jovens com roupa de cor exótica e cheios de correntes, pulseiras, botons, anéis etc. Isso não parece preocupar. No máximo, causa espanto e é motivo de gozação.

     Porém, por enquanto, essa atitude é característica de nossas cidades pequenas. Nos grandes centros urbanos (e o mundo se urbaniza cada vez mais), o diferente já se organiza, tem normas, leis, códigos, adeptos...

     Cedo ou tarde este fenômeno da juventude moderna chegará até nós. É importante que conheçamos as razões de tal fenômeno para sabermos agir diante dele.

     Punks, Skinheads, Rappers, White Powers, Clubbers, Grunges, Góticos, Drag Queens. Estes são apenas alguns grupamentos juvenis, chamados pelos sociólogos de “tribos urbanas”, encontrados diariamente nos grandes centros. As “drag queens”, tipo atualmente em destaque na mídia e considerado o mais exótico, são na verdade homens vestidos de mulher. Duas diferenças básicas as diferenciam dos travestis: não se prostituem nem modelam seus corpos com silicone ou hormônios. Ser drag significa dar vida a um personagem. Eles se preocupam com a moda, possuem uma linguagem específica e brincalhona, são irreverentes e pareciam os gêneros musicais contemporâneos. Podemos dizer que esse jeito, toda essa brincadeira, essa festa, característica das Drag Queens, vem como uma resposta a uma série de dificuldades sociais importantes.

     Os Grunges, filhos legítimos da recessão mundial, nasceram em Seatle, nos Estados Unidos, e são caracterizados pela sua indumentária: bermudão abaixo dos joelhos, tênis sujos, barbichas, calças rasgadas etc. Eles transformaram o desleixo numa provocação aos “mauricinhos” e “patricinhas” (filhos de papai).

     Ainda existem outros, como os Rockabillies, que amam o rock dos anos 50 e usam enormes topetes; os góticos, que cultuam as sombras e adoram poesias românticas, além dos hippies, rastafaris, metaleiros etc.

     Há também as tribos pós-punk que são as mais temidas devido à sua agressividade. Entre elas estão os Carecas (skinhead brasileiro) e os White Powers (Podes dos Brancos). Ambas as trios são racistas, têm tendências nazistas e detestam homossexuais. Atualmente os punks não são encontrados com facilidade, mas ainda existem alguns grupos.

     A origem de todas essas manifestações parece ser a contestação. A violência, a apatia, desleixo, a festa e a anarquia são as formas de contestação do mundo pós-moderno, dizem os sociólogos.

Sentimento de vazio

     Ao analisarmos, perguntávamos o que tem por trás desse estilo de vida? Olhando a história, percebemos que muitas manifestações de repúdio e revolta com os padrões dominantes se deram de uma forma muito semelhante a esta, os Hippies, por exemplo.

     Porém ficaram outras duas questões:

- Este fenômeno é um modismo, simplesmente?
- E estes jovens são assim para si ou para os outros, isto é, vestem-se e agem assim por convicção ou são assim para serem vistos e notados numa cidade/sociedade onde o anonimato é o maior medo?

     Acredito que a morte da identidade pessoal promovida pela sociedade moderna e seus aparatos, não é o fim, ainda há, na alma do jovem, a capacidade de resistir a e contestar, mesmo que à margem do normal, na contra-mão da sociedade.

     Acredito que o sentimento de vazio e de descontentamento vivido pelo jovem de hoje pode levar a uma resistência diante do mundo opressor, massificador e despersonalizador.

     Acredito na pluralidade de opções e de estilos de vida, desde que acima de tudo esteja a vida, a liberdade, a felicidade, a construção (ou re-construção) da pessoa, não importa se ela esteja de calça azul-marinho e camisa branca ou com um macacão cor-de-abóbora da cabeça aos pés. VIVA A DIFERÊNÇA!!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

AsPATRICINHAS

Toda patricinha vive de grupinho e todas sempre estão bem arrumadinhas. Sabe aquelas meninas que se juntam e você fica olhando e olhando para saber o que elas estão tramando ou conversando?? Tchan,tchan Yes!! Nós mesmo!! AsPATRICINHAS! 

O colegio é o lugar onde nós deixamos bem claro que somos pattys vivemos inventando moda e usando roupas diferentes. Mas lógico que o lugar mais comum para identificar uma patricinha com certeza é no shopping, nossa segunda casa, sempre rodeadas de amigas, somos muito educadas e respeitadas pela maioria das pessoas. 

E quem foi que disse que patricinha só usa roupa de griffe?? Seja quem for que falou, é uma grande mentira, nem todos nossos guarda-roupas são feitos de roupas de Cher (As patricinhas de Beverlly Hills) e Elle (legally Blonde). 

Nós também usamos roupas normais, C&A.. Mas, sempre fashion!! É uma bobeira acreditar que todas as patricinhas são ricas ok?! Ser patricinha é um estilo de vida e não ser arrastada por compras e + compras e + compras... 

Todas as patricinhas adoram ajudar e dar dicas super stars e então vou dar uma dica de patty para vocês. Mas tome cuidado com isso. Uma girl não pode e não deve ser quem você realmente é e querer imitar os outros pelos estilos deles próprios. O motivo é simples, ninguém disse que para ser patty precisa ser loira, olhos azuis, rica e ip polutium, e ninguém disse que existe aprendizado para virar uma patricinha. Seja você mesma. Seja original!!!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NERDS, QUEM SÃO ELES..

CONHEÇA MAIS UM POUCO SOBRE OS NERDS

Geralmente, quando pensamos em um nerd, logo nos vêm à cabeça uma pessoa de óculos, muito magra ou muito gorda, com roupas antiquadas, que só pensa em ler, estudar, que só sabe olhar pra livros e que não se diverte. De certa forma, estamos certos segundo o dicionário Merriam-Webster, que documentou pela primeira vez a palavra ‘Nerd’ para designar uma criatura no livro 'If I Ran the Zoo' (1950), do psicólogo Dr. Seuss (Theodor Geisel): nesse dicionário, ‘nerd’ definiria uma pessoa socialmente inepta ou alguém dedicado de maneira quase escrava às atividades intelectuais ou acadêmicas. Porém, hoje sabe-se que eles são muito sociáveis quando se sentem confortáveis no ambiente e seu modo padrão na aparência na verdade não há. Os nerds, segundo Lewis Skolnick (Robert Carradine), o personagem principal do filme 'A Vingança dos Nerds' (1984), são 'pessoas que não têm vergonha de se assumir como são', ou seja, que não estão nem um pouco preocupados com o que as outras pessoas vão pensar deles.

Apesar de tudo, os nerds não são muito facilmente reconhecidos no dia-a-dia, pois, diferente de outras tribos, não têm um estilo claramente reconhecível à primeira vista. Eles não curtem os mesmos tipos de música e nem todos freqüentam sempre os mesmos lugares; a não ser que pertençam a algum dos sub-grupos, como o Geek (são aqueles cujo interesse volta-se especialmente para a tecnologia e informática), os Trekkers (são os fãs de Star Trek), os Gamers (são os viciados em jogos eletrônicos), e os Otakus (pessoas que são viciadas em determinadas coisas e vivem para isso. No Japão, geralmente quem é Otaku é rejeitado pela sociedade e muitas vezes pela própria família. Já no Brasil, essa palavra foi designada apenas à fãs de animes e mangás, sendo que alguns seguem a definição japonesa de viver pelo vício e outras apenas gostam).

Enfim: os nerds hoje no mundo são reconhecidos pelo esteriótipo criado e divulgado tanto em filmes quanto em desenhos animados; o que, na verdade, não corresponde à realidade em geral, e acaba, infelizmente, gerando uma limitação de visão sobre as pessoas que se encontram nesse perfil. É preciso saber que os nerds são pessoas tão variadas em seus gostos quanto quaisquer pessoas são variadas entre si. Alguns exemplos de nerds conhecidos globalmente: Bill Gates, Kevin Smith, Steven Spielberg.